Na história de Israel vamos encontrar as figuras carismáticas dos profetas. Alguns, famosos como Jeremias, Isaías e Elias. A atuação dos profetas na história de Israel tinha sempre uma ligação com a Torah. O profeta era o guardião da Torah, a lei.
Na aliança entre Deus e Israel exigia-se do povo a obediência à Lei, aos preceitos da Torah. Qualquer desvio ou falta para com a Torah era motivo para o profeta entrar em ação. Seu ministério era denunciar estes desvios e chamar o povo de volta à Torah.
Profetas foram perseguidos por causa disso. Em vários momentos o próprio rei de Israel precisou ser repreendido pelo profeta por desobediência à Torah. Jeremias sofreu perseguições por causa disto. Elias enfrentou a ira do rei Acabe e sua esposa. Os profetas eram ousados no cumprimento de sua função profética.
Olhando para hoje, vejo os promotores públicos desempenhando esta função profética. Ao Promotor Público cabe o zelo para com as leis. Ele é observador da lei. Se a lei for descumprida, cabe ao Promotor Público denunciar tal descumprimento. Mais que isso, deve lutar para que a lei seja observada à risca. Por isso, vejo nossos Promotores Públicos como os homens mais parecidos com os Profetas de tempos idos.
Os Promotores Públicos são os Profetas do século XXI. Especificamente, na função profética de ser guardião da lei.
Percebemos quão grande desafio é ser Promotor Público no Brasil!
