No dia 07 de abril último o Rio Branco encerrou sua pífia campanha no Campeonato Paulista de 2010 perdendo do Oeste de Itápolis pelo placar de 3 X 1. A equipe, agora na Série A-2, não jogou uma única partida no estádio Décio Vitta.
O primeiro mando de jogo ocorreu no Pacaembu, onde o Tigre tomou uma sonora goleada de 4 X 0, do Santos. O último mando ocorreu em Limeira, onde perdeu por 2 X 0, da Lusa. Na quinta rodada mandou seu jogo no estádio Antônio Guimarães, do arquirrival Esporte Clube Barbarense, onde também perdeu por 2 X 0 da Ponte Preta. E assim foi. Até na longínqua Araraquara o Tigre mandou um de seus jogos. A torcida do time mambembe ficou praticamente impedida de torcer pela equipe.
Pois bem. Tão logo encerrada a primeira fase do Paulistão com a definição dos quatro finalistas e dos quatro rebaixados, com o Rio Branco em último lugar, não é que o estádio é liberado para partidas de futebol? Como isso pode acontecer numa cidade tão rica e progressista como Americana, e com um clube que já revelou vários jogadores de nível de seleção brasileira, a maioria jogando no Exterior? Afinal, porque seguraram a interdição até o instante final da agonia do Tigre? A quem interessou esse rebaixamento?
Um das justificativas da desclassificação do Corinthians decorreu do fato do clube ter mandado boa parte de seus jogos na Arena Barueri, porque o clube deixou de lado “o seu estádio”, por questões financeiras. Ora, com mais razão, porque não atribuir essa interdição do estádio local como o principal fator da derrocada rio branquense? Coisas bizarras vêm acontecendo nesta cidade nos últimos tempos, amplamente divulgadas por programas humorísticos. Essa do Rio Branco é mais uma das pérolas do anedotário futebolístico nacional.
Em relação aos “gordos” do Portal de Americana a mídia e a população local promoveram um grande barulho, que resultou na lipoaspiração da declamada “obra de arte”. Quanto ao Rio Branco, time de expressão que eleva o nome da cidade a nível nacional e internacional, houve um silêncio geral. Sei lá o que é isso, mas coisa boa não é não.
