Primeiramente peço desculpas pela minha ausência nestes meses. Questões diversas me impediram de escrever, entre elas a falta de estímulo para falar da cultura, que pra mim é essencial na vida de qualquer pessoa.
Mas felizmente, e um privilégio para nossa região, aconteceu de 15 a 22 de julho o III Festival Paulínia de Cinema! Isso foi uma injeção de ânimo pra mim e posso até “dramatizar” e afirmar que voltei a respirar! Uma pena que tudo passou tão rápido. Dizem que “tudo que é bom dura pouco”, nesse caso durou muito pouco!
Parabenizo o Secretário de Cultura de Paulínia, Emerson Alves, que foi muito elogiado pelos cineastas, produtores, artistas e os representantes da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e da Secretaria do Audiovisual (SAv). Os cumprimentos também aos organizadores do festival e para todos aqueles que acreditam no cinema nacional, desde os produtores da região, que disputaram na categoria “curta regional”, até aqueles cineastas que trouxeram para o festival os documentários e os longas de ficção, pois todos proporcionaram a quem foi a Paulínia um verdadeiro espetáculo.
Antes da exibição, os apresentadores Rubens Ewald Filho e Marina Person chamavam ao palco produtores, equipe técnica e atores para falar do filme e praticamente todos expuseram ali as dificuldades para captar recursos e concluir os filmes. A média para conclusão de um filme é de quatro anos. Ficou evidente que a paixão pelo que faz, pelo cinema, é que permitiu chegar até aquele momento de participar de um festival. Sentíamos uma alegria imensa deles ao ver aquele público, naquele teatro lindo, naquela tela imensa, esperando para assistir ao filme produzido por eles. Isso fez a gente lembrar daquelas salas antigas de cinema, que hoje não existem mais, como o Cine Cacique aqui em Americana.
E ali muitos talentos também foram revelados, como o diretor do curta nacional “Eu não quero voltar sozinho”, Daniel Ribeiro, e os atores adolescentes que se destacaram no filme e que não são conhecidos do grande público. Outro momento marcante foi a exibição do longa de ficção “5x favela, agora por nós mesmos”, feito por moradores de favelas do Rio de Janeiro, na maioria jovens, que quiseram fugir daquelas imagens deprimentes e incansavelmente exibidas na TV. Emocionante!
Bom, o espaço é curto e não dá pra falar num único artigo de tudo. Só citei alguns filmes pra mostrar que o cinema no Brasil é show! Que fazemos cinema sim, e cinema com qualidade, criatividade e talento.
O Secretário de Cultura de Paulínia, Emerson Alves, em um dos debates, citou como importante haver o engajamento das cidades vizinhas para fortalecer a produção cinematográfica na região, seja com a abertura de espaços para locações de filmes, bem como o incentivo aos produtores. Nesse ano disputaram a categoria de “curta regional” produtores de Campinas, Valinhos e Sumaré. O secretário também anunciou a abertura do primeiro Edital de 2010, no qual irá disponibilizar R$ 9 milhões para produção de curtas e longas.
Uma pena que o festival acabou.... Fica um vazio e, ao mesmo tempo, aquela expectativa para chegar logo a quarta edição, em 2011.
