Estamos vivendo a última semana da campanha eleitoral no Brasil. O sentimento é de nojo. Segundo o Dicionário Aurélio, “nojo” significa “náusea, enjoo, repulsão, repugnância, asco; profunda mágoa; pesar, desgosto, tristeza, tédio, aborrecimento, luto, dó.” Estou sentindo tudo isso ao mesmo tempo. Creio que tem a ver com a exposição dos candidatos no horário eleitoral gratuito. Dá nojo!
Dá nojo ouvir o Tiririca (segundo o Aurélio, “erva daninha, graminiforme, da família das ciperáceas, famosa pela capacidade de invadir velozmente terrenos cultivados”), apresentar-se como candidato a legislador federal. Dá medo! E ele está errado, a coisa pode sim piorar!
Dá nojo ler do novo escândalo produzido na Casa Civil com tráfico de influência, corrupção e o velho “toma lá dá cá”. Dá nojo.
Dá nojo ver a “cara de pau” dos candidatos que invadem nossos lares com suas promessas mentirosas. Dá nojo ver a quantidade de “celebridades” migrando para a política sem nenhuma condição de exercer com dignidade um cargo público. Dá nojo o vale tudo pelo voto dos eleitores.
Dá nojo ver a morosidade e a indefinição do Supremo Tribunal Federal no caso “Ficha Limpa”. Como pode algo tão sério ficar sem uma definição, na última semana antes das eleições.
Dá nojo ( e medo) ver a liberdade de expressão sendo cerceada por liminares e censura aqui e acolá.
Estou enojado!
Tomara que passe logo!
Que Deus tenha misericórdia de nós, principalmente depois das eleições!
