O jornal “Folha de São Paulo” do dia 29 de janeiro de 2011 (sábado), página 22, trouxe uma pequena informação que passou desapercebida pela maioria da população brasileira. Trata-se da notícia de que o papa Bento 16 assinou um documento no ano de 1970 que pedia à igreja uma “urgente revisão e um tratamento diferenciado da regra do celibato”. A notícia é uma compilação do jornal alemão “Süddeutsche Zeitung”.
Na época, o então teólogo alemão e outros signatários do documento, apontavam o fato de que o celibato na vida da igreja levava à escassez de candidatos ao sacerdócio, além da própria dificuldade de vivê-lo no mundo atual. Na época da assinatura do documento Bento 16 tinha 42 anos e era professor de teologia.
Seria o caso de perguntar agora: o que mudou? Será que Bento 16 manteria sua assinatura, ou diria: “esqueçam o que escrevi”. A questão do celibato como exigência tem sido em entrave na vida da Igreja Católica. Os campos pastorais são imensos e há uma escassez enorme de novas vocações para o sacerdócio. Além de ser uma exigência antinatural e anti-bíblica. Entendo o celibato como um ato voluntário do celibatário. Como exigência, será sempre uma violência contra a natureza do ser humano. Bento 16 sabia disto aos 42 anos.
Quanto tempo demorará para que novos ventos soprem na vida da Igreja e produzam mudanças benéficas?
