“Porque os pobres sempre os tendes convosco...”
Marcos 14.7
A presidente Dilma Roussef deixou bem claro em seu discurso de posse que o principal objetivo de seu governo seria a erradicação da pobreza no Brasil. Sem dúvida alguma, é um objetivo nobre. Todos os brasileiros torcemos para que este objetivo seja cumprido plenamente.
Entretanto, a “Folha de São Paulo” do dia 13 de março de 2011, página A 11, publicou uma entrevista com o professor Evilásio Salvador, docente do programa de pós-graduação em política social da Universidade de Brasília, onde o mesmo defende que a redução da pobreza pode ocorrer só em estatística.
A questão é que a política social não “deve se limitar apenas a transferir renda focalizada e com condicionalidades, sem a perspectiva de emancipação das pessoas da condição de pobreza absoluta, para a inserção no mercado e em uma vida autônoma”, diz o professor.
Segundo sua tese, os mais pobres acabam bancando dois terços do que o governo gasta com programas que beneficiam eles próprios. O principal sistema de proteção social no Brasil é o da seguridade social, que engloba programas, benefícios e serviços no âmbito das políticas de previdência, assistência e saúde.
Os impostos que financiam a seguridade social incidem, em grande parte, sobre o faturamento e as receitas das empresas. Essas, por sua vez, acabam repassando para o consumo. Com isso, afirma o professor, “62% das fontes de financiamento da seguridade são tributos indiretos, que oneram mais os pobres, que são os beneficiários dos programas sociais”.
Portanto, dificilmente a presidente Dilma alcançará seu objetivo. Me fez lembrar a palavra de nosso Senhor Jesus Cristo citada acima. Sempre teremos uma parte da população vivendo no limite da pobreza. Esta realidade nunca será erradicada. Porém, o simples fato de amenizar a dura realidade brasileira no que tange à pobreza já terá sido uma tremenda vitória. Este desafio é de toda a sociedade brasileira.
