Nos últimos 3 anos, vem predominando no tênis, principalmente no circuito masculino, um estilo de jogo padrão entre os tenistas da elite. Todos acordaram para o fato de que o vencedor será aquele que tiver o menor número de erros não forçados. Os pontos estão cada vez mais disputados em virtude dos fatores que elenco abaixo:
• A evolução do material da raquete e encordoamento,
• A preocupação dos organizadores de torneios em deixarem a quadra um pouco mais lenta, para ocorrer mais rallies
• Melhora no condicionamento físico
O estilo de jogo baseado em poucos erros não forçados é a fórmula do sucesso dos tenistas da armada espanhola. Com isso, os demais tenistas estão incorporando em seu jogo este estilo com mais top spin em suas batidas e jogando com uma boa margem de segurança da rede, o que chamamos de “rede dupla”. Outros golpes que podem ser analisados para esse estilo de jogo são o slice, voleios e saque. Algumas tenistas também já estão utilizando esses recursos, como a italiana Schiavone e as belgas Henin e Clijters.
FOREHAND
Como o já mencionado em colunas anteriores, cada vez mais os tenistas estão jogando com o forehand, ou seja, tentando cobrir 2/3 da quadra com esse golpe. Baseando o golpe em top spin, aproveitam as oportunidades em ganhar o ponto utilizando os inside-in e inside-out.
SLICE
Esse golpe voltou no circuito com força total. Acredito em função das ótimas jogadas do Federer, conseguindo utilizar esse golpe para defesa, ataque e variação. Nadal, que sempre baseou seu jogo em bolas com top spin, atualmente está utilizando as variações de slice como forma de mudança de ritmo em seu jogo. Outro tenista que merece destaque nesse quesito é o americano Andy Roddick, que durante anos se mantém na elite do tênis mundial. O slice é uma bola difícil de contra-atacar e para os tenistas que possuem empunhaduras mais extremas, bater essa bola se torna uma tarefa que requer muita atenção.
VOLEIOS
O tenista não pode perder as oportunidades para vencer os pontos. Dessa forma, o voleio também está sendo mais utilizado, pois ao “abrir quadra”, o oponente no tênis moderno irá chegar com mais freqüência em condições de contra-golpear ou jogar uma bola de defesa, assim os tenistas estão buscando subidas a rede para finalizar o ponto. Caso o tenista continue no fundo, mesmo conseguindo deslocar o adversário para fora da quadra, será alvo fácil para uma bola de defesa e terá que reiniciar o ponto outra vez.
SAQUE
O estudo da biomecânica ajudou a evoluir mais rápido esse golpe, portanto, existe um número maior de jogadores sacando bem. Gostaria de destacar uma variação de saque importantíssima e que principalmente os amadores e juvenis acabam não utilizando, o saque no corpo. Muito se falam em saque kick, slice, flat, aberto e fechado, mas e o saque no corpo? Você utiliza essa variação? Tente se lembrar quando vem uma bola em cima do seu corpo, a sensação de desconforto em conseguir devolver, executar o golpe, utilizar as alavancas e gerar ângulos. Portanto, em seu próximo jogo e treino, utilize o saque no corpo e você poderá notar que a bola chegará mais “redonda” para a sua próxima batida.
Ainda falando em estilo de jogo, devemos levar em consideração a parte mental, porém esse tema é tão importante que merece uma coluna que aborde somente esse assunto. O jogo mental é responsável pelo sucesso dos top 100. Podemos notar que existem uns 300 a 400 tenistas no ranking em condições técnicas e financeiras muito próximas, mas o que faz um tenista ser número 400 e outro número 50 é a parte psicológica, que chamamos de “jogo mental”.Envie sugestões de outras evoluções no estilo de jogo dos tenistas profissionais para rogerio@raquetesclube.com.br e colocaremos em uma próxima coluna.
Boas Raquetadas!
