Apenas 8% dos assassinatos no Brasil são solucionados pela Justiça. Estudo mostra que a grande maioria dos crimes fica sem solução. São os chamados crimes insolúveis. Quando é um crime de grande repercussão, a polícia monta todo um aparato e vai atrás e mesmo assim não consegue solucionar. Vamos aqui recordar apenas para ficar num caso, o do goleiro Bruno. Tecnicamente não tem um crime, por que cadê o corpo de Elisa Samudio? Teve também o caso da advogada Mércia, cujo corpo foi encontrado na represa.
E esses são colocados naqueles crimes que são dados como solucionados. Porque a investigação começa de maneira errada. Qual é a porta de entrada para chegar num criminoso? É o boletim de ocorrência.
Quanto tempo demora o registro de um boletim de ocorrência de um assassinato? O repórter Zé Naves, da Notícia FM, disse que depende muito do movimento. Chegando ao distritito ou à seccional, ou se tiver dia de muito movimento, o policial e os envolvidos vão aguardar mais ainda por causa da carência de funcionários. Nos dias de menos movimento, gasta pelo menos de meia hora até uma hora a partir do momento em que o escrivão te atender.
São poucos os escrivães. E eles têm que fazer o boletim de ocorrência pressionados pelo tempo, pelo movimento em geral, pela falta de condição. Está mal feito lá atrás e continua mal feito lá na frente. São poucos os policiais para fazer a investigação e, então, fica nessa situação. Assim 10% dos assassinatos são esclarecidos.
Depois tem um outro detalhe: quantos vão presos e são condenados?. Acredito que 5% estão presos. Estima-se que 3% da população seja presidiária. Ou seja, Americana com 200 mil habitantes teria seis mil presos. É um absurdo, mas é por ai que as coisas vão.
