Constantemente observamos nas partidas de tênis, em especial nas partidas de jogadores amadores, o negativismo tomar conta do jogo e em muitas vezes, mesmo um jogador sendo o melhor tenista na quadra, ao encontrar-se em dificuldade muitos conseguem perder uma partida sem mesmo o adversário precisar vencê-los.
Lembro de uma frase de um importante treinador norte americano ao dizer: “Negatividade é como um resfriado, você pode pegar a qualquer minuto.” (Tom Chivington)
Normalmente a primeira atitude é começar a balançar a cabeça de forma negativa, como forma de desaprovar o que está acontecendo. Posteriormente vemos o jogador “esbravejar” palavras de descontentamento, passando para alguns casos a ofensas para si próprio, como se chamar de burro, entre outras coisas. Após essa fase, o negativismo ganha maiores proporções como a mudança de postura na quadra, onde o seu corpo começa a falar por si próprio, encolhendo os ombros, baixando a cabeça e curvando as costas, isso é conhecido como linguagem corporal. Nos casos mais extremos o tenista começa a descontar toda essa frustração na raquete. Em diversas situações o atleta chega até a utilizar a raquete com muleta, apoiando o seu peso sob a mesma. Nesse nível chegamos ao que chamo de Lei de Murphy, ou seja, "Se alguma coisa pode dar errado, com certeza dará". As bolas começam a bater com mais freqüência na linha e a desviar, a rede começa a jogar a favor do adversário, o vento atrapalha, tudo conspira contra, e o pior, achamos que isso está acontecendo somente conosco. Mas quem entrou nessa situação? A resposta é Você!
Portanto, a primeira atitude é não entrar nesse estado, e se por acaso entrar, procure sair de lá o mais rápido possível.
A mente exerce uma importante função durante uma partida ou treinamento de um tenista. Mesmo os mais “desequilibrados” podem buscar diversas alternativas para melhorar a parte mental e não deixar o negativismo tomar conta do seu jogo e da sua personalidade. Essa habilidade pode ser fruto de técnicas e muito treino mental. Como curiosidade, vocês sabiam que Roger Federer e Novak Djokovic tinham muitos problemas com a parte mental no juvenil? Uma das técnicas que ajudaram a Djokovic melhorar a concentração entre os pontos, é o ritual de bater a bolinha por várias vezes no chão antes de executar o saque. Gosto de uma citação do Hunter, grande especialista sobre liderança, ao definir habilidade: “é uma capacidade aprendida ou adquirida. Claro que nem todos podem jogar basquete como Michael Jordan, tocar piano como George Winston, jogar golfe como Tiger Woods ou pilotar um carro de formula 1 como Michael Schumacher. Mesmo assim, a maioria pode jogar basquete, tocar piano, jogar golfe e pilotar um carro de forma mais eficiente do que faz atualmente.”
Devemos buscar em outras áreas benefícios que podemos trazer para nossas vidas e também para dentro da quadra. Diversos esportistas buscam na ioga uma forma de aprender a respirar. Muitas vezes em um jogo com pressão e o desgaste físico, falta oxigênio em nosso cérebro e por isso tomamos decisões erradas. Com a melhora dessa técnica, o tenista pode ficar mais consciente e buscar as melhores saídas. A pratica de algum robby como o surf, pode-se encontrar uma forma de acalmar a mente e relaxar. Em momentos críticos na partida, onde precisamos nos acalmar, deve-se mentalizar a experiência e sensação que sentimos no mar e conseguir dessa forma tranquilizar a sua mente.
Gostaria de finalizar com uma citação que particularmente me agrada e acredito que simboliza a idéia que tentei transmitir nesse artigo: “Deixe passar! Se você perdeu na terça-feira e continua falando sobre isso na sexta-feira, o que você fará quando segunda-feira chegar?” – Brad Gilbert.
Boas Raquetadas
