Os dados sobre religião da Pesquisa de Orçamentos Familiares, do IBGE, apontam números que, na prática, já eram vistos pelo bom observador do “trânsito religioso” no Brasil. Na prática, a pesquisa revela a existência do “evangélico não praticante”, tão comum no Catolicismo Brasileiro.
Ou seja, está crescendo o número o número de evangélicos sem ligação com igrejas. Já existe “engarrafamento” no “trânsito religioso” brasileiro. O número de pessoas que não se prende a nenhuma denominação tem se agigantado.
O retrato exato desse fenômeno religioso só será ampliado quando o IBGE revelar todos os dados sobre religião colhidos no último Censo 2010.
Porém, os dados confirmam aquilo que já era percebido na realidade das próprias igrejas. Cito como exemplo o decréscimo de 24% no número de fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus. Na prática isto também já era perceptível.
Os templos da IURD já não estão tão lotados como outrora. Acrescente-se a esta situação o surgimento de igrejas dissidentes, como é o caso da Igreja Mundial do Poder de Deus. A movimentação de fiéis entre essas duas igrejas é muito grande.
O mundo neo-pentecostal aumentou consideravelmente o “trânsito religioso”. Os dados da pesquisa do IBGE apontaram isto. De 2003 a 2009, os números dos que disseram sem vínculo com as igrejas foi de 4% para 14% . São cerca de 4 milhões de pessoas. É muita gente. O pisca-alerta já foi ligado.
