A Folha de São Paulo de 06 de novembro de 2009, página A-2, traz um belo editorial ( “A religião e a lei"), comentando a realização da Marcha para Jesus, durante a última segunda-feira, dia 02, em São Paulo. É fato sabido que quem trouxe a “Marcha” para o Brasil foi o sr. Estevam Hernandes, líder de uma igreja em São Paulo. Também é fato sabido que este sr. estava, até pouco tempo, preso nos EUA, por ter sido flagrado com US$ 56 mil escondidos em malas, num porta CDs e numa Bíblia.
Reporto-me ao referido editorial: “Tanto quanto a liberdade religiosa, é essencial no mundo moderno a separação entre a esfera das convicções de fé e o ordenamento político e jurídico da sociedade. Tolerância religiosa não se confunde com tolerância à ilegalidade, e a mobilização de fiéis não equivale ao julgamento dos tribunais”. Não adianta tentar usar a “Marcha” para maquiar uma situação.
A justiça americana não é o gigante que os participantes da Marcha tentaram derrubar. Os importadores da Marcha não foram vítimas de perseguição religiosa, como querem fazer pensar. Foram sim, pegos num ato ilícito. Agora, querem usar a Marcha para “derrubarem gigantes”. É puro engodo. Mais uma vez a igreja evangélica está sendo massa de manobra na mão de seus líderes. A Igreja Presbiteriana não apóia a “Marcha para Jesus”. Ela entende que a Marcha de Jesus é outra... bem diferente desta que está aí.
