Na verdade, esta Comissão Especial de Inquérito que apura possíveis irregularidades na contratação do show do cantor Toquinho, realizado dia 18 de dezembro, em Americana, deveria ter começado com uma acareação entre o acusador, o presidente da ong Caminho dos Magos, Renato Antonio da Silva, e o acusado, o proprietário da HC Produções, Hamilton César Gomes da Silva, porque é óbvio que o rolo é entre os dois. Está na cara.
Em relação a esse Renato, todos os dias, aparece uma mentira dita por ele. Agora é essa questão do show. Ele disse que chegou cinco minutos antes de terminar o show, mas funcionários da Secretaria de Cultura disseram que ficou das 11h às 23h no show. Não sei qual foi a intenção dele dizer que não tinha ido ao show quando todo mundo confirma que ele estava lá desde 11h da manhã. Mas isso mostra que ele mentiu no começo.
Outra questão é o suposto superfaturamento. Alardeou aos quatro cantos que haveria superfaturamento e depois, no seu primeiro primeiro depoimento, disse que não houve superfaturamento, apenas irregularidades.
Agora vem com uma história de um vídeo que gravou no relógio. Imagina como deve ser isso. Vou dizer pra você, pode passar esse vídeo 20 vezes e não vai ter nada. Só uma cortina de fumaça do tipo de coisa que a pessoa vê na tevê e quer transportar para cá. Está muito estranho esse negócio ai.
O vereador Celso Zoppi falou uma coisa que é certa. Não adianta ficar ouvindo funcionário do terceiro escalão. Os caras não resolvem nada. Vão dizer: fui mandado a fazer.
Hoje já é dia 20. Já se passaram 62 dias do evento. E até aqui, de esclarecimento mesmo, não temos nada.
