Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que mais de 90% dos jovens brasileiros consomem mais de 5g de sal ao dia.
A estudante de Administração Natália Jonas, por exemplo, adora salgadinhos industrializados. E confessa: não consegue controlar o apetite. "Você come o primeiro e parece que fica aquele gosto assim na boca e você precisa ver o fim do pacote logo. É uma coisa meio fixa, assim mesmo. Você fica com o gosto e você quer mais e mais e mais".
O comportamento de Natália reforma mais um dado do IBGE. Os jovens brasileiros consomem mais salgadinhos e biscoitos do que o público adulto. Para proteger a saúde dos adolescentes e evitar que eles desenvolvam doenças crônicas, como a hipertensão, o Ministério da Saúde firmou mais um acordo com a indústria alimentícia para redução do sal, com foco nos alimentos mais consumidos pelo público infanto-juvenil.
Além dos salgadinhos e biscoitos, o acordo também estabelece a redução de sódio em outros alimentos que fazem parte da rotina dos adolescentes, como batata frita, batata palha, pão francês, bolos prontos e maioneses.
É o que explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. "Alguns produtos nós temos que ter meta maior de redução de sódio, sobretudo aqueles que são direcionados para os jovens e as crianças. O que a Organização Mundial de Saúde estabelece como ideal para qualquer pessoa é que venha fazer a ingestão de no máximo 5g de sódio por dia. A média da alimentação do povo brasileiro era de 12 gramas por dia".
O compromisso do Ministério da Saúde foi assinado com a Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação, de Massas Alimentícias do Trigo e de Panificação e Confeitaria.
