Foi adiada a decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que deve proibir o uso de aditivos como menta e canela nos cigarros produzidos e vendidos no Brasil. O assunto foi debatido na semana passada, mas os diretores da agência pediram mais tempo para aprofundar nas discussões sobre o uso do açúcar em produtos derivados do tabaco.
O diretor da Anvisa,José Agenor Álvares da Silva, explica que os aditivos disfarçam o sabor da nicotina e, por isso, são mais atraentes. "Esses aditivos fazem que o gosto ruim da nicotina fique mascarado, daquele cheiro ruim da fumaça fique mascarado, e isso ai facilita as pessoas que estão se iniciando neste hábito, nesse vício ou nessa prática de consumo ter mais facilidade de virar um fiel seguidor daquela marca".
Ainda esclarece que para não prejudicar o produtor rural foi pedido mais tempo para avaliar a proibição ou não do açúcar no cigarro. "Por causa da necessidade desse insumo para a cura de um determinado tipo de folha de tabaco que o Brasil produz. Então nós não queremos é fazer com que uma decisão dessa natureza possa prejudicar os nossos produtores rurais que têm na sua pauta de trabalho a questão do tabaco".
O assunto volta a ser debatido na próxima reunião da diretoria da Anvisa, marcada para março. No Brasil, o tabagismo é responsável pela morte de 200 mil pessoas todos os anos. Por esse motivo o Ministério da Saúde quer atingir em 2022 redução de 15% para 9% no número de fumantes no País.
