Neste ano, a votação do orçamento da União teve um impasse por conta da falta de condições de votar uma das propostas do Congresso Nacional, que era o reajuste dos aposentados. Tanto que foi encerrada a votação a meia noite de quarta-feira. A preocupação da oposição e de partidos da base do governo era votação do aumento dos aposentados para o ano que vem, mas a presidente Dilma Rousseff (PT) disse que não permitiria ganho real - acima da inflação - para nenhuma categoria em função da crise financeira mundial.
E a presidente se comprometeu em se reunir com representantes dos aposentados mais adiante. Esse ponto de tensão forte no congresso foi superado com a aprovação do orçamento e mediante esse compromisso.O comentário foi feito pelo deputado federal Vanderlei Macris (PSDB) no Jornal da Notícia de anteontem, apresentado por Walter Bartels.
Ao fazer um balanço do trabalho parlamentar neste ano, Macris relembrou a sanção pela presidente do projeto de sua autoria que exige a destinação de 5% das unidades habitacionais para idosos. Essa proposta se transformou em lei nacional, a ser seguida em todos os planos de habitação no País. Foi uma luta importante que se sagrou vitoriosa, disse.
Outra vitória elencada por Macris foi segurar a exigência da FIFA de incluir na Copa do Mundo a venda de bebidas alcoólicas nos estádios. Este movimento nasceu na Comissão que discute a problemática do alcoolismo, da qual Macris é relator. "Foi um avanço porque eles queriam votar já neste ano essa exigência da FIFA de permitir a venda de bebida alcoólica, mudando a lei no Brasil".
Dentro desta atuação, Macris e as comissões das quais participam se envolveram nas discussões sobre corrupção nos Ministérios, potencializada pela mídia. Foram sete ministros que caíram, dos quais seis por denúncias de corrupção e irregularidades.
REFORMAS
Bartels comentou que as reformas política e tributária não andam no Congresso. E perguntou se era interesse do governo travar essas reformas. Macris disse que é o governo que barra as discussões. Mesmo porque o governo conta com 400 deputados e, a oposição, 100. O governo tem número para votar qualquer mudança constitucional, informou. Para mudar a Constituição o governo precisa de 300 votos, portanto tem uma sobra de 100 votos.
A oposição quer a aprovação da reforma política. O PSDB, por exemplo, defende o voto distrital, para colocar o candidato perto do eletor, o que facilita a fiscalização de seus atos. O deputado pede voto no mesmo lugar. Sem a reforma política, se for acusado de irregularidades, pode pedir votos em outras regiões e se reeleger.
O Congresso está desacreditado, diz Macris. Disse que esta descrença é jogada nas costas do Congresso, quando, muitas vezes, é culpa do governo ao corromper a base do governo, através do troca troca. Com isso caem ministros que fizeram contratos irregulares, com envolvimento de deputados da base. "É isso ai. O governo que não quer", acusou.
TAV
Outro projeto do governo que não sai do papel é o trem de alta velocidade. Macris disse que a concorrência é adiada por falta de
planejamento, falta de condições de apresentar um projeto viável economicamente e por causa de disputa interna nos ministérios. O TAV não ficará pronto para a Copa de 2014 e muito menos para a Olimpíada de 2016. A previsão é entre em operação em 2018.
Apesar de tantas dificuldades, Macris avaliou como positivas as aprovações da lei contra a venda de bebidas alcoólicas para menores, da lei anti fumo e o novo Código Florestal pelo Congresso.
Na questão do tabaco, disse que o Estado de São Paulo deu o exemplo e saiu na frente. No caso da bebida alcoólica acredita que ainda há muita ação a ser tomada, mas aponta o pioneirismo de São Paulo. Como relator da comissão que analisa o alcoolismo, disse que as crianças não estão preparadas para consumo de bebidas.
ELEIÇÕES
Muitos deputados serão candidatos a prefeito. Diante dos 513 deputados, nem 10% serão candidtos, o que não deve atrapalhar o andamento dos trabalhos. É importante que a população esteja atenta para pensar bem em quem vai votar, disse o deputado.
POSITIVAS
Considerou positiva a eleição dele para deputado federal, e do seu filho, Cauê Macris (PSDB), como estadual, porque juntaram as forças para buscar recursos para cinco cidades da região. Enumerou como conquistas R$ 7 milhões de recursos para o Hospital Municial "Dr. Waldemar Tebaldi", em Americana; R$ 150 milhões para o Corredor Metropolitano, em 15 km de extensão entre Nova Odessa, Americana e Santa Bárbara d´Oeste; mais policiais para a área de segurança; novas escolas, como no Parque Novo Mundo e Jardim Boer; reforma de escolas; destinação de R$ 200 mil para reforma do Posto de Saúde do Jardim São Luiz e R$ 200 mil para o Carnaval.
Também foram feitas emendas no orçamento em 2012 para aquisição de microônibus; R$ 100 mil para pista de skate; troca de cobertura de ginásio esportivo; recursos para unidades básicas de saúde; e reforma do Observatório Municipal. Disse que a cidade acertou em eleger dois deputados do governo. Americana é politizada ao eleger três deputados estaduais e um federal, valorizou.
